terça-feira, 23 de setembro de 2014

Anúncio de tour pode atrasar


É possível que o anúncio da tour sul-americana dos Stones não ocorra durante o mês de setembro. Os promotores da perna argentina da excursão teriam dificuldades para fazer o pagamento dos 25 milhões de dólares exigidos pela AEG Live para confirmar as apresentações. As restrições para o envio de dólares ao exterior (logo, para o pagamento) prejudicaria a confirmação dos 5 concertos no River Plate. Por outro lado, os promotores estariam aproveitando o cenário para obterem redução de impostos.
Não se tem notícias de que exista risco de cancelamento dos shows em Buenos Aires, ou mesmo do restante das apresentações pelo continente, mas é possível que exista um atraso na oficialização da tour. Tudo deve ser confirmado em breve.
A AEG Live exige pagamento antecipado dos cerca de 5 milhões de dólares por apresentação. Restaria apenas a solução do caso argentino para que toda a gira seja confirmada.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Justino Vasconcelos e Alberto Ourique conversam sobre Brian Jones e mais, no Marquee Club #5

Na edição desta semana do Marquee Club, programa apresentado por Cristiano Radtke na DinAmico FM, os convidados Justino Vasconcelos (Garotos da Rua) e Alberto Ourique, que tocam na banda Casino Boulevard, conversam sobre os Stones e põem mais lenha na fogueira em relação às recentes "revelações" do livro Sympathy for the Devil: The Birth of the Rolling Stones and the Death of Brian Jones, do jornalista Paul Trynka, sobre o qual falamos aqui.



O setlist:
Keith Richards - You Win Again/Keith e Jerry Lee Lewis - Your Cheatin' Heart/Keith Richards - Hickory Wind/Flying Burrito Brothers - Wild Horses/Keith Richards e Ronnie Wood - Sure the One You Need/New Barbarians - I Can Feel the Fire/Rolling Stones - Sway (mono)/Faces - Stay With Me/Johnny Winter - Silver Train/Rolling Stones - Cops and Robbers/Sittin' on a Fence/Ride on, Baby/Keith Richards - Whole Lotta Shakin' Going On/Chuck Berry - Around and Around/Down the Road Apiece/Slim Harpo - I'm a King Bee/Bo Diddley - Mona/Muddy Waters - I Want to Be Loved

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Shows na Oceania podem ter músicas novas


Uma notícia publicada no site do jornal irlandês Belfast Telegraph informa que os shows dos Stones na Oceania, que começam no próximo dia 25/10 na cidade australiana de Adelaide, podem ter boas surpresas. 

De acordo com o jornal, os Stones podem apresentar novas músicas em sua tour. Uma fonte ouvida pelo Belfast Telegraph informou que "a banda está fazendo gravações durante seus ensaios, e podem apresentar uma ou outra música nova, que deverá empolgar os fãs".

terça-feira, 16 de setembro de 2014

45 anos após sua morte, Brian continua mais vivo que nunca


Por Cristiano Radtke

Um novo livro sobre Brian Jones foi lançado recentemente na Inglaterra. Trata-se de Sympathy for the Devil: The Birth of the Rolling Stones and the Death of Brian Jones, escrito pelo inglês Paul Trynka, autor de Brian Jones: The Making of The Rolling Stones, cujo lançamento já foi noticiado pelo blog.

Para escrevê-lo, Trynka entrevistou mais de 130 pessoas, entre as quais se destacam Keith Richards, Marianne Faithfull e Andrew Oldham, e sua intenção com o livro é contar a história de Brian através de uma perspectiva diferente, que procura mostrar a competição interna que havia entre os Stones, explorando e evidenciando o papel de Brian junto à banda, bem como procurando fazer justiça à sua figura, como fica claro na entrevista que publicamos a seguir.  

Trynka é um jornalista conhecido na Inglaterra. Ele foi editor da revista Mojo entre 1996 e 2003, além de trabalhar em outras publicações inglesas e ser o autor de aclamadas biografias de Iggy Pop e David Bowie. Ao fazer a pesquisa para seu livro, Trynka teve acesso a uma informação curiosa, que foi noticiada pelo prestigiado jornal londrino The Sunday Times em sua edição do último dia 14, a qual menciona o artista americano Sid Maurer, que diz ser o verdadeiro autor do logotipo.

De acordo com a matéria, Sid teria criado o logotipo utilizando uma antiga fotografia sua de quando era bebê, e teria mostrado o trabalho a Brian, que se interessou por ele e o adquiriu por 1.500 dólares em 1967. Ainda de acordo com a matéria, Brian teria mostrado o trabalho a Jagger, que aparentemente não demonstrou interesse por ele. Passados mais de 40 anos, Sid reivindica para si a autoria do trabalho (que é atribuído a John Pasche), e espera que a banda pelo menos lhe agradeça publicamente. 

Esta história era até então era desconhecida por praticamente todos os fãs dos Stones, assim como a revelação que Trynka faz em seu livro e antecipa para Stones Planet Brazil: de acordo com ele, Brian (e não Ry Cooder) é quem teria apresentado a afinação em open G para Keith. Para falar sobre isso, sobre seu novo livro e sua intenção em reavaliar a figura de Brian Jones, fizemos a seguinte entrevista com Paul Trynka. 

Stones Planet Brazil - Hoje parece haver um aumento no interesse pela figura de Brian Jones. A que você atribui isso?
Paul Trynka - Por uma coisa: hoje todos nós conhecemos e amamos world music. Quem foi a primeira pessoa a mostrar isso? Brian Jones. E tão importante quanto isso é o fato de que Brian foi visionário em abrir o mundo para o R&B em geral. Ele foi a pessoa na Inglaterra que acreditou que o blues seria popular entre as pessoas jovens. Ninguém mais - incluindo, por exemplo, Alexis Korner, Mick Jagger e Keith Richards - pensava assim. Eles achavam que era uma música legal, mas que se tocava como um hobby.
SPB - Se não fosse por Brian, jamais haveriam os Stones, ou pelo menos não a banda que conhecemos hoje. Mick e Keith eram os compositores, mas Brian foi quem fez todo o esforço nos primeiros anos para a banda se tornar conhecida. Você acha que os Stones fariam sucesso sem ele?
PT - Não apenas não fariam como eles simplesmente jamais existiriam sem Brian.
SPB - Como foi para você conseguir as entrevistas que queria para o livro, e por quanto tempo durou a sua pesquisa? Houve alguém com quem tenha tentado conversar mas que não tenha conseguido por um motivo ou por outro ou que tenha se negado a dar entrevista?
PT - Conseguir as entrevistas é sempre a parte mais difícil de escrever um livro, mas também é a mais prazerosa. É isso que me faz acordar todas as manhãs, porque sou uma pessoa curiosa e sempre quero saber mais. Este livro mais ou menos me abriu os olhos para algumas situações, pois percebi que muitos fatos e entrevistas sobre os Stones eram simplesmente inventados. Acabei fazendo mais de 130 entrevistas, o que não apenas te dá muito mais fatos - você consegue perceber as coisas através das pessoas, por seu humor, etc. Cada pessoa que entrevisto tende a mudar minha maneira de pensar, então o livro poderia mudar muito ao longo desse processo. 
SPB - A morte de Brian tem sido esmiuçada em livros e entrevistas desde  1969. O que você pode nos dizer sobre isso?
PT - O veredito oficial tem muitos furos, mas certamente há muitos mais no cenário do assassinato, e um tende a contradizer o outro, e em muitos casos parece muito óbvio que as entrevistas são fabricadas. Além disso, meu livro ajuda a esclarecer a única versão viável do que aconteceu naquela noite, nos Olympic Studios. Acho que as teorias da conspiração a respeito da morte de Brian são uma distração, considerando a conspiração feita para demiti-lo, o que foi ultrajante e o que isso desencadeou em sua vida pessoal. Como Stash, que foi preso com ele diz, o sistema matou Brian. Lembre-se que sua primeira prisão foi feita por um policial que depois foi preso por perjúrio e por plantar evidências. 
SPB - Brian é hoje, de certa forma, um personagem misterioso entre os jovens fãs dos Stones, que não tiveram a chance de vê-lo ao vivo, com exceção dos vídeos que se tem por aí. Você acha que seu livro pode ajudar a reavaliar sua imagem?
PT - A proposta do livro é a de colocar Brian como uma figura central dos anos 60, não apenas como fundador dos Stones mas como um visionário. Ele colocou o blues e a world music no mapa. Sem ele, isso teria levado muito mais tempo, e todo o universo musical hoje poderia ser muito diferente. 
SPB - Na última edição do Sunday Times, há um artigo sobre o artista americano Sid Maurer, que diz ser o autor original do logo da banda. Você o entrevistou para o livro?
PT - Esse artigo surgiu a partir da pesquisa que fiz para o livro, mas não incluí essa história pois não pude incluí-la a tempo.
SPB - A respeito desse logotipo, é sabido entre os fãs dos Stones que outro artista, Ernie Cefalu, também alega ser o autor original. Maurer diz que conheceu Brian por volta de 1967, mas ele é raramente mencionado nos livros já escritos sobre a banda, e esta história só veio a público recentemente. Não te parece estranho que mais de 40 anos se tenham passado sem que se mencionasse Maurer como sendo um possível autor desse logo?
PT - Na verdade, Sid é bem conhecido no cenário musical, pois ele produziu capas para a Epic e para a CBS e era amigo de Andrew Oldham, que o menciona em seu livro, e certamente conheceu e se encontrou com as pessoas desse período, 1967, 1968. Sua história é plausível, mas não há provas. 
Pessoalmente, eu acredito que o fato da afinação de guitarra que Keith (e Mick) usam até hoje veio de Brian, e que eles não o creditarem por isso é muito significante - e está tudo registrado, nos discos dos Stones, nos quais Brian usa a afinação open G. Brian podia ser uma pessoa difícil, mas parece haver esforços concentrados para negar-lhe o crédito por isso. Essa é uma injustiça histórica que eu quero consertar. 

O livro de Paul Trynka não tem previsão de lançamento no Brasil, mas os interessados podem adquiri-lo pela Amazon inglesa ou americana.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Mick promove Get on Up na França

Photo credit: Daniel Fouray 
Mick Jagger está na França para promover o filme Get on Up, cinebiografia de James Brown que conta com a produção da Jagged Films, de Mick. e que fará sua estreia nos cinemas franceses dentro do 40.º Festival do Cinema Americano de Deauville.


Mick desembarcou ontem à noite no aeroporto de Deauville-Normandie, onde era aguardado por uma multidão de fãs, e antes de entrar no hotel em que está hospedado, acenou para os fãs que lhe esperavam. Mick deverá participar de uma coletiva de imprensa hoje, às 17h (hora local), no Centro Internacional de Deauville.

Antes de ir para Deauville, Mick esteve em Paris, onde concedeu entrevista ao jornal Le Figaro sobre o filme. Simpático, Mick se limitou a falar sobre o filme e suas lembranças de James Brown, que conheceu em 1964 durante o TAMI Show. A entrevista pode ser conferida pelo vídeo abaixo.  


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